Eu abri a porta e sorri e recebi as mil pessoas com abraços e carinhos de quem ainda não conhece, mas que vai gostar depois de conhecer.
Eu bebi e servi e eu quis que a música tocasse mais alto e que as pessoas dançassem mais, eu quis que alguém me abraçasse e sentisse o mesmo que eu, que minha felicidade fosse palpável nas pontas dos meus dedos e sobre meus lábios.
Ainda não entendi que força misteriosa é essa que coloca e tira as pessoas do nosso caminho; às vezes em horas tão certas, às vezes em horas tão incertas - eu não me atreveria a dizer erradas.
ainda não entendi que força é essa que conspira ao nosso favor às vezes e faz o universo parar e suspirar no ritmo do meu coração; ainda não entendi como essa força cessa, pára, foge, vira, fuga, como ela se esvai por entre as portas e os pequenos gestos sem importância.
Uma alegria, e mais que alegria, uma felicidade me invade, uma felicidade de saber que guio meus próprios pés para onde quiser ir, e que pessoas legais e pessoas ruins sempre haverá, e independentemente de qualquer pessoa tem eu, só eu, que posso ser uma pessoa legal ou uma pessoa ruim, que posso parar ou posso correr, que posso amar ou posso fugir, que posso fazer as pazes com o passado ou remoê-lo até perder os cabelos;
uma alegria de ver desconhecidos se tornarem constantes na minha vida e conhecidos se tornarem amigos;
porque "sinceramente, eu não achava que era possível encontrar uma pessoa tão legal quanto você na faculdade."
Rompantes alcóolicos colegiais à parte,
Eu vivo, e vivo sim, e há quem não vive e nem por isso está morrendo.
Anda por aí, respirando, falando, ocupando espaço e tempo
e nem por isso sabe sentir até o fundo do estômago a dor do agora.
domingo, 6 de abril de 2008
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